A principal lição de moda que a pandemia nos ensinou

Pessoas da área de moda ou comunicação de Nova York bombaram o perfil do Instagram Working From Home Fits com seus looks de trabalhar em casa. As composições começaram a ser publicadas em março e as analisando já era possível ter uma noção de qual lição de estilo a pandemia nos ensinaria: a moda caminha para o conforto.


Looks da conta Working From Home Fits

Criado por parte do time da Elle UK e da Vogue americana, a conta é repleta de roupas largas, folgadas, suéteres, casacos acolchoados, macacões, pantacourts, cardigans e moletons. As produções, além de transbordarem conforto, extravasam criatividade, e grandes nomes já enviaram seus looks para lá, como o estilista Marc Jacobs, a editora da Vogue UK, Anna Wintour, e o ator Robert Pattison.


Contra dados não há argumentos

Se em março havia o palpite de que abraçaríamos uma moda mais aconchegante durante a pandemia, em junho dados do Google nos deram certeza. O buscador mostrou que a procura por pijamas, pantufas e moletons tiveram um aumento significativo na barra de pesquisa.


Em um momento em que o vestuário em geral está em queda de vendas, as confecções de pijamas tiveram seus estoques esgotados. Quando a busca por esse item aumenta, fica claro o quanto, lá no fundo, sempre houve um desejo para que o conforto fosse a prioridade nos looks do dia a dia.


Moda na pandemia: Google Data

E essa sensação de intimidade com a roupa não é necessariamente causada somente pelo pijama, ela pode vir também da malharia, de itens com elasticidade, que deixam nosso corpo mais livre e nossa pele mais propensa a respirar.


Não é à toa que as marcas que entenderam esse Zeitgeist rapidamente moldaram suas coleções para uma moda casual e aconchegante, estruturada para proporcionar ao consumidor peças com texturas macias, que abrigam o corpo.


Pega a visão: o futuro será feito de conforto

Uma vez que experimentamos trabalhar, estudar, nos exercitar e passar o dia todo com peças que facilitam o movimento, cresce a vontade de levar essa vantagem para além da vida em isolamento. Em um mundo pós-coronavírus, a grande expectativa é que se mantenha o cômodo como prioridade ao se vestir.


Um dos fortes indícios que apontam para isso é o fato de a pandemia popularizar o home office mesmo após a quarentena. Logo, existirá o aumento de pessoas que não saem de casa para ir ao escritório, mas que entendem que não se pode trabalhar de pijama (em nome da produtividade!). Por isso, a imensa vontade de estar confortável não ficará apenas nesse momento de vida.



Look Achado quarentena

A cartela de cores prática também foi uma grande descoberta que a moda na pandemia apresentou. Basta olhar o Working From Home Fits que é possível notar a forte presença de tons neutros, terrosos e cores que remetem à natureza, como o laranja, amarelo e verde, destacando a vontade inconsciente de estarmos conectados com o ar livre.


Vestindo e aprendendo

Tendências, regras e o que está em alta. Foi assim que o mundo da moda funcionou por muito tempo, com estilistas ditando o que deveríamos vestir. Agora, com essa lição de estilo tirada da pandemia, vimos a massa destrinchar esse modelo de negócio ditatorial que existia.


Vivemos um raro momento em que pessoas reais ditam às marcas o modelo de roupa que querem vestir, e elas são casuais e acolhedoras. Agora o processo de criação deixou de ser unilateral e quem produz se lembrou que, no final das contas, a voz do povo precisa ser ouvida. Dessa mudança de comportamento em diante, a tendência é o público seguir impondo suas vontades e mantendo a preferência por um guarda-roupa prático e agradável.



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